Wednesday, December 2, 2009



lembrei-me de mudar a casa.. e dar cor a isto !
os móveis sempre no mesmo sitio causam-me mau estar..
acho que não ficou muito brega .. digo eu ...

leaving feeling



Que o medo não te tolha a tua mão
Nenhuma ocasião vale o temor
Ergue a cabeça dignamente irmão
falo-te em nome seja de quem for

No princípio de tudo o coração
como o fogo alastrava em redor
Uma nuvem qualquer toldou então
céus de canção promessa e amor

Mas tudo é apenas o que é
levanta-te do chão põe-te de pé
lembro-te apenas o que te esqueceu

Não temas porque tudo recomeça
Nada se perde por mais que aconteça
uma vez que já tudo se perdeu

Ruy Belo






decidir partir.. é algo doloroso, que nos faz por em causa
um turbilhão de emoções diz quem é mais antigo " quem não
está bem, pois que se mude" e apetece-me fazer uma viagem..
não perguntem até onde, pois ainda não comprei o bilhete.
muito provavelmente será só de ida

t3

Sunday, November 29, 2009



um presente que a minha querida Let..
embrulhou em papel de muitas flores
e uma mão cheia de sorrisos.


Non je ne me souviens plus du nom du bal perdu.
Ce dont je me souviens ce sont ces amoureux
Qui ne regardait rien autour d'eux.
Y'avait tant de lumière,
Avec eux dans la rue,
Alors la belle affaire
Le nom du bal perdu.
Non je ne me souviens plus du nom du bal perdu.
Ce dont je me souviens c'est qu'on était heureux
Les yeux au fond des yeux.
Et c'était bien... Et c'était bien.
(Robert Nyel / Gaby Verlor, 1961)

Sunday morning




BOM DIAaaaaa !!!!


Bom dia
Tu aqui ao meu lado
Bom dia
Olhos de peixe
Vou-te amanhar
Deixar o tempo correr
Porque ainda é manhã
E o sol mal te começou
A beijar as nádegas
E vou percorrer
Este rio
Até o sol abrasar
E me obrigar
A mergulhar
Em tuas águas tépidas
Bom dia
Amor
Que sede tu me dás

Atit Ordep

Humpf !

Friday, November 27, 2009


Porque hoje me senti triste e em falta,
comigo mesma ..
me apetecem
despires de alma
rasgar aquilo que sinto

sinto
como se de um mata borrão se falasse
falhei
olho para mim e não entendo
afinal o meu umbigo não é grande assim..

mas devia
e
não fiz
escutar quem gritava e eu não vi
as desculpas pois não se pedem

hoje estou pequena
e cheiro a coisa nenhuma
t3








Até por fim perceber que as lágrimas
não precisam dos olhos e que chorar
é apenas o modo
como o tempo docemente nos fuzila.

Manuel de Freitas



da dança dos erros...




Thursday, November 26, 2009







e se eu tentasse
dar-te outra coisa
algo fora de mim,










nao saberias
que o pior de qualquer um
pode ser, no fim,
um acidente de esperança

Anne Sexton









tem dias assim ... tão Kitsch
"nobody's perfect"... quem me conhece
sabe o resto !
escolhi hoje a minha Elis, minha (i)reverência de vida !
um estar pelo seu próprio pé, família já era
amigos.. são os que escolhes

vos adoro ... i muito
t3

Tuesday, November 24, 2009





Sorri... mas sorri com todo um coração...
pois,

PERDER-SE TAMBÉM É CAMINHO !!!!!

Clarice Lispector







quem me conhece um pouquinho sabe.. que adoro perder-me
pois em mim, nos outros nesta sensação dos dias em que me sinto
num pulsar, viva e de bem com a vida, neste sorrir
é boa esta sensação
shhiiiiiuuuuuuu... isto é segredo
mas hoje me sinto feliz

que querem?

Sunday, November 22, 2009



de novo a minha libélula.. com carinho e AMEI !



Nada me prende a nada. Quero cinquenta coisas ao mesmo tempo. Anseio com uma angústia de fome de carne O que não sei que seja - Definidamente pelo indefinido... Durmo irrequieto, e vivo num sonhar irrequieto De quem dorme irrequieto, metade a sonhar. Fecharam-me todas as portas abstractas e necessárias. Correram cortinas de todas as hipóteses que eu poderia ver da rua. Não há na travessa achada o número da porta que me deram. Acordei para a mesma vida para que tinha adormecido. Até os meus exércitos sonhados sofreram derrota. Até os meus sonhos se sentiram falsos ao serem sonhados. Até a vida só desejada me farta - até essa vida... Compreendo a intervalos desconexos; Escrevo por lapsos de cansaço; E um tédio que é até do tédio arroja-me à praia. Não sei que destino ou futuro compete à minha angústia sem leme; Não sei que ilhas do sul impossível aguardam-me naufrago; ou que palmares de literatura me darão ao menos um verso. Não, não sei isto, nem outra coisa, nem coisa nenhuma... E, no fundo do meu espírito, onde sonho o que sonhei, Nos campos últimos da alma, onde memoro sem causa (E o passado é uma névoa natural de lágrimas falsas), Nas estradas e atalhos das florestas longínquas Onde supus o meu ser, Fogem desmantelados, últimos restos Da ilusão final, Os meus exércitos sonhados, derrotados sem ter sido, As minhas cortes por existir, esfaceladas em Deus. Outra vez te revejo, Cidade da minha infãncia pavorosamente perdida... Cidade triste e alegre, outra vez sonho aqui... Eu? Mas sou eu o mesmo que aqui vivi, e aqui voltei, E aqui tornei a voltar, e a voltar. E aqui de novo tornei a voltar? Ou somos todos os Eu que estive aqui ou estiveram, Uma série de contas-entes ligados por um fio-memória, Uma série de sonhos de mim de alguém de fora de mim? Outra vez te revejo, Com o coração mais longínquo, a alma menos minha. Outra vez te revejo - Lisboa e Tejo e tudo -, Transeunte inútil de ti e de mim, Estrangeiro aqui como em toda a parte, Casual na vida como na alma, Fantasma a errar em salas de recordações, Ao ruído dos ratos e das tábuas que rangem No castelo maldito de ter que viver... Outra vez te revejo, Sombra que passa através das sombras, e brilha Um momento a uma luz fúnebre desconhecida, E entra na noite como um rastro de barco se perde Na água que deixa de se ouvir... Outra vez te revejo, Mas, ai, a mim não me revejo! Partiu-se o espelho mágico em que me revia idêntico, E em cada fragmento fatídico vejo só um bocado de mim - Um bocado de ti e de mim!...
Álvaro de Campos





Diz.. como não gritar contra aquilo que te violenta os sentidos
Explica-me como vou, sem ir
Mostra-me se és capaz, de como não morrer de amor
por coisas simples
como multiplicar as horas
preciso de tempo.. para tudo o que quero viver
ele estica-se?

não me magoes.. limita-te a mentir ( me )

t3

Saturday, November 21, 2009

tragam o balde !

gentilmente um presente de Katy.. adorei !


"Questão: Como nasceu o hábito dos casais andarem de

Mãos dadas na rua..

Resposta: Foi um Procedimento de iniciativa masculina...

“Se eu a soltar, ela vai às compras.”



Ca coisa mais machista !!! e sem graça .. é como se fossemos todas bonequinhas de dar corda..onde as costas mudam de nome !

Pois poupem-me.. economizar é já OUT..










Thursday, November 19, 2009

rain.. on me..

se quiserem vos empresto o meu... na boa !



Ama-me.
Interroga-me.
E eu te direi que o nosso tempo é agora.
Esplêndida avidez, vasta ternura
Porque é mais vasto o sonho que elabora
Há tanto tempo sua própria tessitura.
Ama-me.
Embora eu te pareça
Demasiado intensa.
E de aspereza.
E transitória se tu me repensas.

E tu, lúcido, fazedor da palavra,
Inconsentido, nítido.

Nós dois passamos porque assim é sempre
É singular e raro este tempo inventivo
Circundando a palavra.
Trevo escuro
Desmemoriado, coincidido e ardente
No meu tempo de vida tão maduro.

Sorrio quando penso
Em que lugar da sala
Guardarás o meu verso.
[...]

E te pareço bela
Ou apenas te pareço
Mais poeta talvez
E menos séria?
[...]
Que é de todo impossível
Guardar na tua sala
Vestígio passional
Da minha linguagem?

Eu te pareço louca?
Eu te pareço pura?
Eu te pareço moça?

*

Sobem-me as águas. Sobem-te as fúrias.
Fartas me sobem dor e palavras.
De vidro, nozes, de vinhas, me sobem dores
Tão tardas, tão carecentes.

Me vês e me pensas caça?
Ai, não. Não me pensas. Eu sim, nas noites

Que caminhadas. Que sangramento de passos.
Que cegueira pretendendo
Seguir teu próprio cansaço. Olha-me a mim.
Antes que eu morra de águas, aguada do que inventei.

Hilda Hilst

Vida .. eu diria.. na palma das mãos

ou nem por isso, digam-me vocês..

LEVANTEM-SE SEMPRE perante qualquer adversidade

é assim que sei..

ser

t3

Sunday, November 15, 2009






um par de botas de carneira.. as minhas amadas e inseparáveis calças de ganga
um estar em Lisboa, em companhia de uma familia que é quase a minha segunda
não... esperem pois tive PAIS e TIOS ( foi.. dose dupla ) e agora me deparo com mais
um filme.. Pais da minha melhor amiga .. ela como eu é filha única e em cima daqueles
ombros pesam todas duas vidas...
Não é fácil.. e Mae Alina e Pai Fernando.. pois tem que se lhes diga.. os jornais, o almoço
no Domingo..a caderneta do MG. o passeio e what ever.. penso para mim.. não os tenho já comigo
mas não sei bem o que será (melhor ou pior ) a segunda infância vivida em seu todo..
e mais não digo pois seria indelicado..
acabei de guardá-los até ao próximo fim de semana..
que será a trabalhar, já está decretado

ninguém poe uma BOMBA naquilo?.. estou me arrastando segundas feiras até lá..

FARTEX ! vos é familiar ? pois that's life... ! ( odeio esta expressão como se todos atássemos as mãos, a um nada a fazer..) BLHÉCK !!!!!

odeio





Nunca são as coisas mais simples que aparecem
quando as esperamos. O que é mais simples,
como o amor, ou o mais evidente dos sorrisos, não se
encontra no curso previsível da vida. Porém, se
nos distraímos do calendário, ou se o acaso dos passos
nos empurrou para fora do caminho habitual,
então as coisas são outras. Nada do que se espera
transforma o que somos se não for isso:
um desvio no olhar; ou a mão que se demora
no teu ombro, forçando uma aproximação
dos lábios.

Nuno Júdice



o acto de DAR.. é inócuo .. não dói.. não tem cheiro
e te faz experimentar sensações de felicidade

assim me encontro ..
Comigo !

t3

Saturday, November 14, 2009

in Grey

"Os dois elementos mais comuns no universo são o hidrogénio e a estupidez." dizia Harlan Ellison e realmente a estupidez é infinitamente mais fascinante do que a inteligência. A inteligência tem limites, a estupidez não... "



me incomodou este estar..
por isso o guardei naminhacaixinhadascoisasimperfeitas
dias destes, se me colam no corpo
inundam-me a alma de sensações de pura inércia...




Friday, November 13, 2009


Porque hoje ... me apetece abraçar alguém..

Mal nos conhecemos
Inauguramos a palavra amigo!
Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
Amigo (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!
Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.
Amigo é a solidão derrotada!
Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!

Alexandre O'Neill


ao meu amigo OFHIR !

Wednesday, November 11, 2009

critérios



"Como quem escreve com sentimentos".. num sopro..

os textos são leves de pé ante pé..
a melodia convida, a um estar em movimento
tanta paz eu necessito, mas que importa, um café mais uma dose de energia
na vida e vamos somando ponto por ponto até que conheçamos os nossos limites
conheces os teus?
Não queiras, foge do rasgar .. aí tens uma vida em bocadinhos, não é o que fazemos
todos? vive-se no limite respira-se no não poder mais
e eu estou exausta faminta, quem dera
eu grite ! quem dera eu resgate o meu maior respeito por mim.

quem te vendeu, que isto era fácil.. pois amigo te enganou

da tristeza nunca fiz porta-estandarte.. da injustiça sim !
uma roda dentada onde um dia decides fazer parte
a tua cabeça acenou.. agora aguenta-te
segura-te pois a vida, essa vai abanar !

t3

Monday, November 9, 2009


Mas eu sei que estás aí.. e isso para mim já basta

hoje me apetece ficar calada e porque tão necessário é esse silêncio

tem dias que mais vale olhar

concluir e sorrir dentro da alma

me apetecia fazer uma festa? mas claro, festejo em mim a alegria sentida

de dias rosa pela pura sensação de que sós não estamos, mas nunca!

Cair como um animal ferido no lugar de hipotéticas revelações. Como quem não quer a coisa. Nenhuma coisa. Boca cosida. Pálpebras cosidas. Esqueci-me. Dentro o vento. Tudo fechado e o vento dentro. Sob o negro sol do silêncio douravam-se as palavras. Mas o silêncio é certo. Por isso escrevo




Alejandra Pizarnik

Sunday, November 8, 2009



Grita palhaço que o teu canto é poesia
Leva no riso a fantasia daquela menina
Que um dia sonhou em ser uma bailarina
E quis fazer piruetas na corda bamba da vida
Canta palhaço que a tua voz é melodia
Abrem-se as cortinas e a menina aplaudia
Choro de risos, lágrimas de alegria
Na escuridão dos bastidores a tristeza se escondia

Gira, com os pés no ar
Bailarina menina
Gira, sem parar
Num chão de estrelas

O palhaço pinta o seu nariz
Vai começar o segundo ato
Sem sapatilhas a menina bailarina dança...
...com os pés descalços
E na magia da cena
Que o palhaço encena
A menina via que o palhaço sorria
Quando ele ouvia ela sonhar

Gira, com os pés no ar
Bailarina menina
Gira, sem parar
Num chão de estrelas

Gira menina bailarina, gira num chão de estrelas
Canta palhaço que a tua voz é a magia em cena
Gira menina bailarina, gira bailarina menina
Grita palhaço q o teu canto é poesia
Gira menina, bailarina, menina gira.
(Alex Cruz)




ele há pessoas que nos sentem antes de abrir a boca..
me sentiram cinzenta.. olhem só no que deu
teve festa e serpentinas
AMIGO se chama assim

Linda LUANA.. és unica!

o meu obrigada
t3

Saturday, November 7, 2009

Magali...












Dou-te um nome de água
para que cresças no silêncio.

Invento a alegria
da terra que habito
porque nela moro.

Invento do meu nada
esta pergunta.
(Nesta hora, aqui.)

Descubro esse contrário
que em si mesmo se abre:
ou alegria ou morte.





Silêncio e sol – verdade,
respiração apenas.

Amor, eu sei que vives
num breve país.

Os olhos imagino
e o beijo na cintura,
ó tão delgada.

Se é milagre existires,
teus pés nas minhas palmas.

O maravilha, existo
no mundo dos teus olhos.







O vida perfumada
cantando devagar.

Enleio-me na clara
dança do teu andar.

Por uma água tão pura
vale a pena viver.

Um teu joelho diz-me
a indizível paz.

António Ramos Rosa

Obrigada Magali por tudo o que comigo
dividiste
a arte de quem não sabe dizer .. "vou embora"
e fecha a porta !

t3

Thursday, November 5, 2009

a arte .. de poder fazer rewind !!..

não,
já não me prendo a nada
mantenho-me suspenso neste fim de século
reaprendo os dias para a eternidade
porque onde termina o corpo deve começar
outra coisa
outro corpo
ouço o rumor do vento
vai alma
vai
até onde quiseres ir

Al Berto




faz essa viagem comigo… e vais sorrir

não precisas de comprar bilhete não tem revisor

se te ralharem não dói .. apenas te desafio..

VOA ATÉ LÁ ! ( depois me conta tudo ao ouvido !!!!!!!!!!!!!!!!!!!) Ok?

enjoy !

Tuesday, November 3, 2009

no caminho de casa pensava em ti
mas não tinha coragem para inverter o caminho
ficava de olhar especado nas montras
e vagueava por entre saias e corpetes
cores e formas da alienação
depois seguia em passo firme para casa
com um saco na mão
um prémio de consolação
a vida pode esperar

Atit Ordep



Me sinto tão cansada.. que mais me apetece mandar para o chão e de fato novo

não que tenha hoje estreado alguma coisa em especial, mas tenho montanhas de

Ideias na cabeça, atropelam-se e eu não sei o que lhes fazer

O meu carro morreu.. pois paz à sua alma e aguardemos pelo veredicto daquele senhor

de mãos hábeis e embrulhadas em óleo..que tem a mania de me o despir

A solução passa e sempre assim foi pelo transporte publico..pensava nisto enquanto

esperava num pára arranca infernal numa A5 onde toooooodos os dias alguém cumprimenta

o vizinho da frente com uma valente entrada musculada.. “ madurices” ..

certeza porém lhes gabo a paciência.. onde arranjam eles tempinho para ler um livro? Onde

conseguem eles dormir aqueles 20 minutos que me sabem a céu.. e que só são

interrompidos pelo abanar de braço do revisor, sim não pensem que dormem para fugir

ao seu “ boa tarde” que vai repetindo vezes sem conta até ao final das carruagens , ouvir uma musiquinha nos head-phones.. até pode ser easy listening .. quero lá saber

Depois de um dia destes , quase me apetece fazer como o meu carro

Desistiu !

Ok .. o melhor mesmo é sorrir !